domingo, 17 de novembro de 2013

Dez - Frimário



Sua face reanima-se, reflete-se
na fonte querida, indecifrável.
Lar de palácio e bosques
ornamentos, lanternas
e palavras de honra.
Guardiã dos planos da História...
obra que dispensa tradução.
Inspiradora testemunha das
novas estradas, renovadas decisões
de reverência e conselho recíprocos
amparados pela conhecida
e não profanada dimensão.
A chuva conforta, repara.
não esboça temporais.
E o grande globo repousa entre livros
protegido pelos mestres,
zelosos pensadores
da sua secreta e...
melhor, legião.
Príncipes da arte,
guias da paz que emana
com seus raios e compassos de vida
em círculos profundos
despertados pelo inquebrável ritmo do Universo...
Enquanto o Sol atravessa a janela
e beija aquela " pequena Terra" .


          Ana Lettiere, 15 de Agosto de 2010, republicada com adição de imagem em 11 de Outubro de 2010.

http://www.autores.com.br/2010101240524/literatura/poesias/dez-frimario.html

          * Ilustrando o texto :
          Tela "Visão de um Universo"
          Criação de Catucha (Sandra Candello) http://www.autores.com.br/catucha
          
          * FRIMÁRIO (Mês pertencente ao Calendário Revolucionário Francês que vigorou de 22 de Setembro de 1792 à 31 de Dezembro de 1805) - 21 de Novembro à 20 de Dezembro, época das Frimas (em francês, geadas).



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