Nobre floresta
triste escuridão
açoitada em torrente de
águas, presságios
de luta e traição.
Tudo é avesso, sem barulho
nada da agitada,
inconsciente reflexão
nunca nada igual
a anteceder o confronto.
A lealdade não está ali,
apenas crimes.
E a dor das cartas
sequestradas,
sentimentos espicaçados em
sátiras...
Tempo, e silêncio...
gritam apenas os festejos
da insanidade
de fútil bandeira
incapaz de sabotar a visão
da História
com suas façanhas
conquistadas
na compra e venda de almas
baratas.
Inferiores, capazes de
abandonar a dignidade
saboreando morangos e lama.
Era contra era,
Virtude versus vergonha.
Resultado condenado
lastimosa lembrança...
Para os maus não bastava
tirar o ter
era preciso calar o ser.
Mas a genuína memória
vence.
E se a espada é destronada,
advoga-se no futuro
pelas visões de sua época
marcas e impressões dos
gênios.
Ana Lettiere, 15 de Agosto de 2010
http://www.autores.com.br/2010081638826/literatura/poesias/onze-pluvioso.html
* PLUVIOSO (Mês pertencente ao Calendário Revolucionário Francês que vigorou de 22 de Setembro de 1792 à 31 de Dezembro de 1805) - 20 de Janeiro à 18 de Fevereiro, período chuvoso.
http://www.autores.com.br/2010081638826/literatura/poesias/onze-pluvioso.html
* PLUVIOSO (Mês pertencente ao Calendário Revolucionário Francês que vigorou de 22 de Setembro de 1792 à 31 de Dezembro de 1805) - 20 de Janeiro à 18 de Fevereiro, período chuvoso.
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