Aspirei ser, literalmente,
meu signo.
Veloz, resistente
movida por arte e
justiça...
Saltos capazes de tratar
precipícios como planícies.
A fim de ultrapassar a
tempo
a maldade que espreitava à
margem
e plantava perigos nos
caminhos.
E mesmo " somente
" humana
conseguir intervir em um
jogo imortal.
Horas de passos
e a branca neve
outrora alvo de alegria,
agora era vestida pelo
rigor.
E arrancada a poesia
resta o deserto
onde a questão é
sobreviver,
chegar e aplacar
o contrastante rio
vulcânico
de lágrimas de sangue
corrosivas aos sonhos.
Águas turvas
que alcançam a essência em
um só toque.
Vôo amigo, atacado por
escuridão...
ferido, decepcionado.
Não há nada a ser feito
quando cegos e vaidosos
portam armas.
Voltaremos para casa,
onde o mais puro elemento
sempre espera.
Ana Lettiere, 15 de Agosto de 2010
http://www.autores.com.br/2010081638828/literatura/poesias/nove-nivoso.html
* NIVOSO (Mês pertencente ao Calendário Revolucionário Francês que vigorou de 22 de Setembro de 1792 à 31 de Dezembro de 1805) - 21 de Dezembro à 19 de Janeiro, época de neve.
http://www.autores.com.br/2010081638828/literatura/poesias/nove-nivoso.html
* NIVOSO (Mês pertencente ao Calendário Revolucionário Francês que vigorou de 22 de Setembro de 1792 à 31 de Dezembro de 1805) - 21 de Dezembro à 19 de Janeiro, época de neve.
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