quando o mais sublime ontem
parece findar
solidárias convertem-se
em alvíssaras andarilhas.
Imprevisíveis, chegam...
Descortinando o alvorecer
em abraço aos corações e
destinos,
oferta orvalhada
aos séculos emocionados.
Versadas por ventos
cantantes
vestidas em cor e perfume,
filhas dos prismas
elementais
transpiram faíscas que
bailam
em virtuosas maestrias.
E galgam pelo espaço em
direção ao amanhã
debutando em obstáculos e
sucessos
no refinado jogo de lançar
e transpor ecos
crescentes e infinitos.
Elos revolucionários,
leves,
voejam em viva cor
cortejando sonhos,
repelindo tristezas
germinando a secular
liberdade
festejada em horizontes,
entre caravelas e caravanas
que cruzam mapas traçados
nas mãos.
Forças ditadas pela fusão
de passos e expectativas
confirmadas a cada escolha.
Linhas sólitárias ou
espelhadas que seguem...
Torrentes heróicas, plenas
e desafiadoras...
até onde chegarão... já não
importa,
nasceram eternas.
(Texto inspirado e
ilustrado pela tela "Coral Místico" de Patrícia Lettiere)
Ana Lettiere, 16 de Setembro de 2011

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