voltam ao lar como
estrangeiras
e mesmo imersas nestas
paisagens recentes
desbravam a noite e seguem
despertando corações para a
verdade.
E ao vislumbrar primeiro da
silenciosa hora
evanesce o breu que oculta
o legado
e cumpre-se a promessa
que, envolta em brio, lança
energias
viçosas em secretos laços.
Aos poucos revelados em
contos ou memórias
surgem mistérios de pureza
condensada
cuja nascente só se alcança
no limiar de dons
que cruzam e inspiram o
Universo,
cujo poderoso arbítrio nos
faz livres.
Aqui vieram camuflados de
estrelas
em socorro às mudas
perguntas
de sagradas respostas
alcançadas pela sedutora
sabedoria,
disponível em confiança
e concedida à honra.
Luzes que, por ora,
retornam ao berço
e se entregam à vastidão
das eras,
despedem-se satisfeitas,
pois o ciclo se faz
desconfiando do nada
e pondo-se em meio ao tudo
onde floresce a dádiva
perfeita
que harmoniza as faces do
infinito
e descansa a etérea
abóbada,
guardiã de todas as outras
e compositora do Cosmos.
(Texto inspirado e
ilustrado pela tela "A Chave de um Segredo" de Patrícia Lettiere)
Ana Lettiere, 16 de Setembro de 2011

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