Voar, apenas voar, ir o mais longe possível que o forte e destemido vento conseguir levar.
Para um lugar em que o abrigo seja as imensas colinas, o silêncio seja o imperador, que no lugar de pedras sejam flores no caminho, que o reflexo na água cristalina seja o espelho que reflete a alma, aonde somente amigos saibam onde nos encontrar e o caminho para chegar até nós.
Voar como uma simples folha de papel solta no ar, como os pássaros, como as palavras, como as pequenas e frágeis borboletas que espalham magia e cores por onde bailam com suas delicadas asas. Voar ao encontro do destino, onde somente seres em que o coração é morada do respeito, amizade e esperança, são capazes de chegar.
Não importa em que asas voar, se nas asas da razão ou da imaginação, o que importa é voar, apenas voar para um mundo bem longe, em que exista tanta magia que nos fará esquecer da realidade, mesmo que seja só por um minuto, mas a lembrança de um momento de tranquilidade não se perderá nem se apagará, passem séculos e séculos, pois estará eternizada em nossos corações.
Voar, apenas voar, nas asas da liberdade, do coração e da emoção e poder sentir pelo menos uma vez o real significado da palavra Vida.
Patrícia Lettiere, 23 de Junho de 2009
http://www.autores.com.br/2009062319584/literatura/poesias/voarapenas-voar.html
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