Convertem-se em mapa
versos ancestrais
confiados ao filho da
História,
neto da filosofia.
E ele deixa-se guiar,
olhos voltados para a alma
e coração para a vida.
Então vai
trocando os suaves violinos
pelas harpas, liras e
alaúdes.
Segue a voz da liberdade,
um presente secular o
espera...
mais do que areia e ouro,
amanhã muito além das
miragens,
encontrará frutos de um
ontem de mistérios,
sementes protetoras do
porvir.
É hora...
As pirâmides o recebem.
Ele saúda e apresenta os
séculos,
ama o Tempo
e por ele é fraternalmente
abraçado.
A pedra, Roseta de mil
faces e enigmas
o pressente e admira.
Existe um Tudo
apenas desvendado pelos
sábios...
mestres, nobres pares, seus
iguais.
Sim, também haviam tolos
ocultos nas soleiras das
dunas e da existência...
Pobres nutridos pela
ambição,
que só viam em seus passos,
poder e fronteiras.
Mas quando a verdade se
apresentou
os mesquinhos viram mas não
reconheceram
o que paira acima de
qualquer vulgaridade.
Lutaram e
"conquistaram" o peso.
E bêbados de vanglória
voltaram a seu covil.
Enquanto o herói
sorrí e recebe as graças
das luzes imortais.
Mostra-se plenamente
Honrado.
Conduzido então pela
eternidade
um novo caminho se
apresenta...
Feito da fina renda formada
pela união
de potentes e refinadas
virtudes.Ana Lettiere, 15 de Agosto de 2010
http://www.autores.com.br/2010081638834/literatura/poesias/tres-fructidor.html
* FRUCTIDOR (Mês pertencente ao Calendário Revolucionário Francês que vigorou de 22 de Setembro de 1792 à 31 de Dezembro de 1805) - 18 de Agosto à 20 de Setembro, época dos frutos.
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