Mãos mães de cores e
movimentos...
Alma de amor e liberdade
sem a qual toda parede
chocante e profana,
em sua triste alvura
aspira elevar-se à guardiã,
vestir raro amuleto...
Aquele, novo e único
antigo, surpreendente...
Um tudo e tanto a se
completar
em multifacetada ilustração
de incontáveis pigmentos e
dom...
Habitando as telas
que, em seu âmago anseiam
pela eternidade ofertada em
traços
que brincam enternecidos,
na hábil divindade dos
sonhos...
Deslizam
através e além
de cada branca fibra,
em profundas
possibilidades,
crias de vida e formas
inspiradas
que respiram e transpiram
elementais, emoção...
… Como a pedra
que ao rolar, cai,
segue heróicos elos
e revela-se jóia,
preciosa, imortal,
incansável,
faiscando ideais, sem se
deter,
são os signos de boa
ventura...
Aos passos e destinos,
sábios amuletos
maestros cintilantes entre
reinos de luz,
outrora segredados em
róseas pétalas
desde agora desabrocham,
despertam...
Sorte, Paz, Alegria!
Ungindo
a sutil e interminável sina
do Universo,
como corais que por magia
emergem,
superando-se no índigo e
turbulento mar
traçam mosaicos de caminhos
perfeitos
que um dia serão
descobertos...
Sorrisos, danças, paisagens
e ventos
protegem, acenando aos mais
sinceros
olhares e estações.
Ana Lettiere, 10 de Março de 2012
http://www.autores.com.br/2012031153153/diversos/artigos-diversos/amuletos.html
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